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ISSN (Impressa): 2359-4802 | ISSN (Online): 2359-5647




IJCS - International Journal of Cardiovascular Sciences
Edição: 30.3 - 12 Artigos



EDITORIAL

Inteligência Artificial e Machine Learning em Cardiologia – Uma Mudança de Paradigma
Artificial Intelligence and Machine Learning in Cardiology - A Change of Paradigm

Claudio Tinoco Mesquita
International Journal of Cardiovascular Sciences. 2017;30(3):187-188

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ARTIGOS ORIGINAIS

Perfil dos Pacientes Internados por Insuficiência Cardíaca em Hospital Terciário
Profile of Patients Hospitalized for Heart Failure in Tertiary Care Hospital

Milton Ricardo Poffo, Amberson Vieira de Assis, Maíra Fracasso, Ozir Miguel Londero Filho, Sulyane Matos de Menezes Alves, Ana Paula Bald, Camila Bussolo Schmitt, Nilton Rogério Alves Filho
International Journal of Cardiovascular Sciences. 2017;30(3):189-198

+   Resumo  
Fundamentos: A insuficiência cardíaca é uma doença de alta prevalência, responsável por grande número de hospitalizações e altas taxas de mortalidade em nosso país. O tratamento instituído tem influência nos índices de mortalidade e na qualidade de vida dos pacientes.
Objetivo: Identificar e comparar o perfil clínico-epidemiológico e o tratamento instituído entre os pacientes sobreviventes e não sobreviventes internados com insuficiência cardíaca aos dados da literatura internacional.
Métodos: Estudo transversal, retrospectivo, de 816 pacientes com insuficiência cardíaca que sobreviveram ou não à internação. Foram registradas características clínicas, epidemiológicas, dados laboratoriais, ecocardiográficos e o tratamento instituído.
Resultados: A maioria dos pacientes encontrava-se em classe funcional III/IV. A idade média foi de 66,5 ± 13,8 anos. Metade era do sexo masculino e 88,3%, brancos. A mortalidade intra-hospitalar foi de 11,2%. Idade avançada, etnia branca, classe funcional elevada, reinternações, internações prolongadas, presença de doença arterial coronariana, fibrilação atrial crônica, insuficiência mitral grave, disfunção diastólica do tipo restritivo, disfunção renal e peptídeo natriurético elevado tiveram associação com maior mortalidade, assim como pacientes que, durante a internação, apresentaram tromboembolismo pulmonar, síndrome isquêmica aguda, infecção pulmonar ou necessidade de diálise. O uso de inibidores da enzima conversora de angiotensina ou de bloqueadores dos receptores da angiotensina na admissão hospitalar foi significativamente maior entre os sobreviventes.
Conclusão: A mortalidade intra-hospitalar foi elevada quando comparada à média internacional, mas foi semelhante a de outros serviços de referência brasileiros. Vários indicadores de maior gravidade foram observados no grupo não sobrevivente. (Int J Cardiovasc Sci. 2017;30(3):189-198)

Palavras-chave: Insuficiência Cardíaca / mortalidade, Prevalência, Hospitalização, Estudos Retrospectivos.

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Apoio Matricial e Controle da Hipertensão Arterial
Matricial Support and Arterial Hypertension Control

Clóvis Hoepfner, Morgana Longo, Andressa de Oliveira Coiradas, Laíssa Mara Rodrigues Teixeira
International Journal of Cardiovascular Sciences. 2017;30(3):199-206

+   Resumo  
Fundamento: Um programa permanente de educação em serviço melhora o desempenho dos profissionais de saúde e aumenta os índices de controle da hipertensão arterial.
Objetivo: Estimar a prevalência do controle da hipertensão arterial e da inércia terapêutica em adultos atendidos nas Unidades Básicas da Saúde após a implantação de um programa de apoio matricial em cardiologia.
Métodos: Estudo transversal, com amostragem por conglomerados, mediante pesquisa em prontuários, em que foram avaliados 463 portadores de hipertensão arterial. Foram avaliados pressão arterial, medicamentos e incrementos terapêuticos em 2013, e comparados ao resultados obtidos em 2007.
Resultados: Houve predomínio de pacientes das unidades de Estratégia Saúde da Família e do sexo feminino. A idade variou entre 24 e 92 anos (média de 61,7). Observaram-se redução das médias da pressão arterial (148,62/91,60 ± 23,52/14,51 mmHg para 137,60/84,03 ± 21,84/12,72 mmHg) entre o primeiro e o último registro, e controle em 58% dos pacientes, ou seja, superior aos 36,6% encontrados em 2007. No período analisado, houve incremento terapêutico de 39% das ocasiões e 52% dos pacientes, superior aos 12% e 29,5%, respectivamente, em 2007. A média de fármacos por paciente aumentou de 1,85 para 2,05, predominando diuréticos e inibidores da enzima de conversão da angiotensina.
Conclusão: Houve redução da inércia clínica e aumento do controle da hipertensão arterial, comparados com os achados do estudo anterior. O resultado sugere que o programa de apoio matricial para os profissionais da saúde e outras medidas para melhorar o controle da doença nas Unidades Básicas da Saúde foram eficazes. (Int J Cardiovasc Sci. 2017;30(3):199-206)

Palavras-chave: Hipertensão / prevenção & controle, Hipertensão / epidemiologia, Prevalência, Inércia, Centros de Saúde, Atenção Primária à Saúde, Educação em Saúde.

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Mistura de Ácido Gálico e Ciclosporina e seus Efeitos sobre a Disfunção Cardíaca Induzida pela Isquemia / Reperfusão e Expressão de eNOS/iNOS
Gallic Acid and Cyclosporine Mixture and their Effects on Cardiac Dysfunction Induced by Ischemia/Reperfusion and eNOS/iNOS Expression

Mohammad Badavi, Najmeh Sadeghi, Mahin Dianat, Alireza Samarbafzadeh
International Journal of Cardiovascular Sciences. 2017;30(3):207-218

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Fundamento: Embora muitas pesquisas tenham sido conduzidas com um determinado antioxidante ou mPTP individualmente, pouca atenção tem sido dada para os efeitos da co-administração de um antioxidante e um inibidor de mPTP sobre a disfunção cardíaca após a lesão de I/R.
Objetivos: Este estudo objetiva determinar os efeitos do ácido gálico (como antioxidante) combinado com a ciclosporina A (CsA) (como inibidor de mPTP) na função cardíaca e endotelial na disfunção induzida por I/R (função de NO).
Métodos: Ratos Wistar machos foram pré-tratados com ácido gálico (7,5, 15 ou 30 mg.kg-1 de peso corporal, diariamente) por um período de 10 dias. Em seguida, o coração foi isolado e exposto a isquemia de 30 minutos e perfundido por CsA (0,2 μM) 20 min durante o período de reperfusão.
Resultados: Os dados mostraram que o tamanho do infarto foi significativamente diminuído por CsA e ácido gálico sozinho (p < 0,05, ANOVA unidirecional seguido de teste LSD). A combinação de ambos os fármacos, entretanto, apresentou efeitos de melhora mais significativos (p < 0,001). A combinação destes dois fármacos melhorou mais significativamente a taxa máxima de aumento e de queda da pressão ventricular (± dp.dt-1 máx), o duplo produto (DP), a pressão ventricular esquerda desenvolvida (PVED), a frequência cardíaca e o fluxo coronário quando comparada à aplicação de apenas um deles (p < 0,05, medidas repetidas ANOVA seguidas de teste de LSD).
Conclusões: Em conclusão, o benefício de um antioxidante concomitante com um inibidor da mPTP poderia ter efeitos mais benéficos sobre a disfunção cardíaca induzida pela lesão I/R. (Int J Cardiovasc Sci. 2017;30(3):207-218)

Palavras-chave: Antioxidantes, Ácido Gálico, Ciclosporina, Função Ventricular, Endotélio, Isquemia, Reperfusão, Ratos, Óxido Nítrico Sintase.

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Associação entre Disfunção Erétil e Piora na Qualidade de Vida de Pacientes com Doença Arterial Coronariana
Association between Erectile Dysfunction and Quality of Life in Patients with Coronary Artery Disease

André Tabosa, Dinaldo Cavalcanti de Oliveira, Vitor H. Stangler, Henrique Araújo, Vitor Nunes, Maria Isabel Gadelha, Danielle A. G. C. Oliveira, Emmanuelle Tenório
International Journal of Cardiovascular Sciences. 2017;30(3):219-226

+   Resumo  
Fundamentos: A disfunção erétil (DE) e a doença arterial coronariana (DAC) compartilham os mesmos fatores de risco e as associações entre DE, qualidade de vida (QV) e DAC têm sido motivo de estudos recentes.
Objetivo: Avaliar se a DE está associada a piora da QV em pacientes com DAC.
Métodos: Estudo transversal, multicêntrico, prospectivo e analítico, realizado de dezembro de 2014 a abril de 2016, que recrutou 304 homens (idade média: 57 ± 9,9 anos) com diagnóstico clínico de DAC. A QV foi avaliada através do Short Form-36 e a DE pelo Índice Internacional de Função Erétil. Foram realizadas análises estatísticas descritiva e analítica, sendo que o teste não paramétrico Kruskal-Wallis foi usado para analisar se existem diferenças significativas em cada domínio de qualidade de vida quando se comparam os diferentes tipos de DE. Para todos os testes, valor de p ≤ 0,05 foi considerado significante.
Resultados: A prevalência de DE foi de 76,3%. As medianas e percentis 25 e 75 de cada domínio de qualidade de vida de acordo com a ausência de DE, DE leve, leve a moderada, moderada e grave, respectivamente, foram: Capacidade funcional: 85 (63-100), 75 (50-95), 60 (32-85), 55 (35-75), 50 (30-70), p < 0,001; Aspectos físicos: 87 (0-100), 40 (0-100), 0 (0-100), 0 (0-31), 0 (0-12), p < 0,001; Dor: 72 (51-100), 66 (51-100), 74 (51-100), 62 (51-100), 51 (31-62), p = 0,001; Estado geral de saúde: 77 (62-87), 72 (57-77), 67 (55-82), 67 (59-75), 52 (37-68), p < 0,001; Vitalidade: 75 (60-85), 65 (50-75), 65 (55-75), 60 (43-75), 50 (32-65), p < 0,001; Aspectos sociais: 87 (62-100), 87 (62-100), 87 (68-100), 75 (62-100), 75 (50- 93), p = 0,139; Aspectos emocionais: 100 (58-100), 100 (33-100), 100 (33-100), 100 (0-100), 0 (0-100), p = 0,001; Saúde mental: 80 (67-89), 72 (60-84), 72 (66-80), 68 (58-80), 56 (50-74), p < 0,001.
Conclusões: A prevalência de disfunção erétil foi elevada. A DE esteve associada a piora da QV em pacientes com DAC. (Int J Cardiovasc Sci. 2017;30(3):219-226)

Palavras-chave: Doença da Artéria Coronariana, Disfunção Erétil, Qualidade de Vida, Fatores de Risco.

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Avaliação da Função Endotelial em Mulheres Climatéricas com Doença Arterial Coronariana
Evaluation of Endothelial Function in Pre-Menopausal Women With Coronary Arterial Disease

Wilma Karlla dos Santos Farias, Tania Pavão Oliveira Rocha, Jorgileia Braga de Melo, Erika Joseth Nogueira da Cruz Fonseca, Darci Ramos Fernandes, Leticia Prince Pontes, Maria Valneide Gomes Andrade, José Albuquerque de Figueiredo Neto
International Journal of Cardiovascular Sciences. 2017;30(3):227-234

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Fundamentos: O endotélio desempenha importante função reguladora vascular. Sua disfunção é um marcador precoce de risco cardiovascular. Entretanto, existem poucos estudos em nosso meio que avaliem a função endotelial em mulheres climatéricas.
Objetivo: Avaliar a função endotelial em mulheres climatéricas na presença ou ausência de doença arterial coronariana utilizando-se um método biofísico (espessura médio-intimal das carótidas) e um método bioquímico (níveis séricos de PCR-US).
Métodos: Estudo transversal que avaliou o espessamento médio-intimal da artéria carótida e níveis séricos de PCR US de 31 mulheres climatéricas submetidas a cineangiocoronariografia, no Serviço de Hemodinâmica do Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão, no período de março de 2012 a julho de 2013. Os dados foram submetidos à análise estatística. Considerou-se um nível de significância de 5%.
Resultados: A amostra foi dividida em dois grupos, de acordo com presença de doença arterial coronariana (DAC): grupo com DAC (n = 13) e grupo sem DAC (n = 18). As médias de idades para os grupos foram 57,92 ± 5,17 e 51,72 ± 4,63 anos, respectivamente (p = 0,001). A EMI esteve alterada em 29,03% na população geral. A espessura médio- intimal foi de 1,55 ± 0,78 mm no grupo geral, 1,92 ± 0,94 mm no grupo com DAC e 1,18 ± 0,71 mm no grupo sem DAC (p = 0,001). As pacientes com DAC apresentaram predomínio de alteração da EMI quando comparadas aquelas sem DAC: 36,46% vs. 22,22%, respectivamente. Observou-se uma sensibilidade de 38%, especificidade de 77%, com um valor preditivo positivo de 0,55 e valor preditivo negativo de 0,63 com razão de verossimilhança para teste positivo (likelihood ratio) de 1,73. As pacientes com EMI alterado apresentaram níveis mais elevados de PCR-US, porém sem significância estatística. As pacientes com DAC apresentaram níveis mais elevados de PCR-US, porém sem significância estatística.
Conclusão: Na população estudada, a avaliação da função endotelial pelo método da EMI apresentou maior sensibilidade e especificidade para o diagnóstico de DAC quando comparada a mensuração dos níveis de PCR-US em mulheres climatéricas. (Int J Cardiovasc Sci. 2017;30(3):227-234)

Palavras-chave: Doença da Artéria Coronariana, Endotélio/disfunção, Mulheres, Pré-Menopausa, Aterosclerose, Cineangiografia.

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Avaliação de Compostos Bioativos, Composição Físico-Química e Atividade Antioxidante In Vitro da Farinha de Berinjela
Assessment of Bioactive Compounds, Physicochemical Composition, and In Vitro Antioxidant Activity of Eggplant Flour

Mauara Scorsatto, Aline de Castro Pimentel, Antonio Jorge Ribeiro da Silva, Kebba Sabally, Glorimar Rosa, Gláucia Maria Moraes de Oliveira
International Journal of Cardiovascular Sciences. 2017;30(3):235-242

+   Resumo  
Fundamento: A berinjela (Solanum melongena) é um fruto de consumo mundial. Seu processamento em forma de farinha é uma maneira de evitar perdas e aproveitar suas características nutricionais.
Objetivos: Este estudo avaliou a composição físico-química (umidade, proteínas, lipídeos, fibra bruta, carboidratos, minerais, niacina, saponinas, acidez titulável, fibra alimentar e fenóis totais) da farinha de berinjela preparada a partir do fruto inteiro desidratado em estufa.
Métodos: Avaliou-se a atividade antioxidante in vitro usando os seguintes ensaios: radical 2,2-difenil-1- picrilhidrazila (DPPH); poder antioxidante de redução do ferro (FRAP); e análise de polifenóis com Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE - ácido clorogênico, ácido cafeico, ácido ferúlico e rutina).
Resultados: Verificou-se a presença de: 23,09% de carboidratos; 13,34% de proteínas; 1,85% de lipídeos; 39,19% de fibras totais; 1.540 mg/100 g de compostos fenólicos solúveis totais; 840 mg/100 g de saponinas; minerais (potássio, magnésio, cobre, ferro, zinco, manganês); e niacina. Observou-se atividade antioxidante in vitro para DPPH (455,6 mg de ácido ascórbico/100 g) e FRAP (486,8 mg de ácido ascórbico/100 g). A CLAE determinou a presença de ácido ascórbico, tirosina e ácidos fenólicos (ácido clorogênico, ácido cafeico e ácido ferúlico).
Conclusão: A farinha de berinjela tem alto teor de fibra além de bom teor de compostos fenólicos e saponinas com importante capacidade antioxidante observada através de ensaios in vitro. A farinha de berinjela é uma boa opção para ser adicionada à dieta da população, devido aos seus potenciais benefícios à saúde. (Int J Cardiovasc Sci. 2017;30(3):235-242)

Palavras-chave: Solanum Melongena; Antioxidantes; Alimentos; Dieta; Nutrição; Compostos Fenólicos; Hiperlipidemias.

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Hipertensão Arterial em Pré-Adolescentes e Adolescentes de Petrópolis: Prevalência e Correlação com Sobrepeso e Obesidade
High Blood Pressure in Pre-Adolescents and Adolescents in Petrópolis: Prevalence and Correlation with Overweight and Obesity

Flavio Figueirinha e Gesmar Volga Haddad Herdy
International Journal of Cardiovascular Sciences. 2017;30(3):243-250

+   Resumo  
Fundamentos: A hipertensão arterial é uma doença multissistêmica que aumenta o risco de eventos cardíacos fatais.
Objetivos: Determinar a prevalência de aumento dos níveis pressóricos arteriais de pré-adolescentes e adolescentes e correlacionar esses níveis pressóricos com a presença de sobrepeso ou obesidade e com a histórico familiar de hipertensão.
Métodos: Em um estudo observacional de corte transversal, selecionou-se aleatoriamente uma amostra de 157 estudantes do município de Petrópolis, com idades entre dez e dezenove anos. Participaram do estudo quatro escolas públicas e uma particular. Os responsáveis de cada estudante responderam um questionário sobre doenças pré-existentes, histórico familiar de hipertensão e aferições prévias da pressão arterial. Realizou-se exame físico pormenorizado, antropometria e duas aferições da pressão arterial com intervalos mínimos de dez minutos em três ocasiões, totalizando seis aferições.
Resultados: os níveis pressóricos se mostraram alterados em 17 (10,8%/IC95% 5,9-15,7) indivíduos estudados. Houve significância estatística entre a alteração dos níveis pressóricos e a presença de sobrepeso e obesidade (p < 0,001), assim como com a presença de histórico familiar positivo para hipertensão (p < 0,05). Uma parcela de 32,5% dos indivíduos estudados nunca havia aferido a pressão arterial, sendo que nos doze meses que antecederam o estudo, 45,5% da amostra também não a havia aferido.
Conclusões: O presente estudo demonstrou que um percentual significativo de estudantes do município de Petrópolis – RJ apresenta níveis pressóricos elevados com correlação estatisticamente significativa com sobrepeso ou obesidade e com histórico familiar positivo para hipertensão arterial sistêmica. (Int J Cardiovasc Sci. 2017;30(3):243-250)

Palavras-chave: Hipertensão/epidemiologia, Adolescente, Criança, Obesidade; Sobrepeso, Prevalência.

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ARTIGOS DE REVISÃO

Efeitos da Hipóxia na Variabilidade da Frequência Cardíaca em Indivíduos Saudáveis: Uma Revisão Sistemática
Effects of Hypoxia on Heart Rate Variability in Healthy Individuals: A Systematic Review

André Luiz Musmanno Branco Oliveira, Philippe de Azeredo Rohan, Thiago Rodrigues Gonçalves, Pedro Paulo da Silva Soares
International Journal of Cardiovascular Sciences. 2017;30(3):251-261

+   Resumo  
Fundamento: A hipóxia é uma condição fisiológica que pode influenciar a modulação autonômica cardíaca, qualpode ser avaliada pelas flutuações espontâneas da frequência cardíaca, chamada de variabilidade da frequência cardíaca (VFC). Estudos têm reportado reduções ou manutenção da VFC em situação de hipóxia apresentando efeitos controversos. Há uma lacuna no conhecimento em relação às modificações da VFC durante a hipóxia.
Objetivo: Revisar sistematicamente estudos que investigaram os efeitos da hipóxia na VFC em adultos saudáveis e não aclimatados durante o repouso.
Métodos: A presente revisão sistemática foi realizada a partir da diretriz PRISMA. Os termos utilizados para a busca nas bases MEDLINE, SCOPUS, LILACS e EUROPE PMC foram: “heart rate variability” OR “cardiac autonomic modulation” OR “cardiac autonomic regulation” AND (hypoxia OR altitude) NOT intermitente NOT sleep. Os registros foram filtrados por espécie, idade e idiomas.
Resultados: Ao final da triagem e elegibilidade restaram 13 artigos para a síntese qualitativa.
Discussão: Os estudos utilizam protocolos experimentais variados que envolvem diferença na pressão barométrica, no nível de oxigênio, no tempo de exposição à hipóxia e no controle da frequência respiratória. Possivelmente a influência desses fatores e também a variação interindividual à hipóxia podem justificar diferentes respostas na VFC.
Conclusão: A partir dos estudos investigados, a hipóxia foi capaz de gerar uma queda na VFC, seja por retirada ou manutenção da modulação vagal, ou por predomínio simpático ou mesmo pela combinação dessas respostas em adultos saudáveis não aclimatados a hipóxia. Este efeito parece ser dependente do nível de altitude e da pressão barométrica. (Int J Cardiovasc Sci. 2017;30(3):251-261)

Palavras-chave: Frequência Cardíaca, Hipóxia, Altitude, Pressão Atmosférica, Sistema Nervoso Autônomo, Revisão.

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Métodos de Investigação da Função Endotelial: Descrição e suas Aplicações
Methods of Endothelial Function Assessment: Description and Applications

Amanda Sampaio Storch, João Dario de Mattos, Renata Alves, Iuri dos Santos Galdino, Helena Naly Miguens Rocha
International Journal of Cardiovascular Sciences. 2017;30(3):262-273

+   Introdução  
O endotélio é a monocamada celular que reveste o interior dos vasos sanguíneos, incluindo artérias, veias e as câmaras do coração,1 atuando como uma camada protetora entre os demais tecidos e o sangue circulante.2 Essas células são denominadas células endoteliais. O endotélio exerce função determinante no controle da homeostase vascular, participando da regulação de sinais intracelulares,1 permeabilidade e tônus vascular, 3 cascata de coagulação e angiogênese,4 entre outros. Uma das principais funções do endotélio é a liberação de substâncias frente a estímulos, que atuam de forma autócrina e/ou parácrina.2 Dessa forma, agressões ao endotélio geram uma resposta inflamatória, com atuação de diversos tipos celulares (linfócitos, monócitos, plaquetas e células musculares lisas), 5 levando a um quadro de disfunção da célula endotelial, enrijecimento da parede vascular e formação da placa de aterosclerose.6
A disfunção endotelial é uma característica precoce chave no desenvolvimento e progressão da placa aterogênica e suas respectivas complicações. Essa condição é caracterizada por uma redução na biodisponibilidade de vasodilatadores derivados do endotélio, tais como o óxido nítrico (NO), e um aumento, relativo ou absoluto, da biodisponibilidade de vasoconstritores. Este desequilíbrio prejudica a vasodilatação dependente endotélio, marca funcional que caracteriza a disfunção endotelial.7
No início da formação da placa ateromatosa, a disfunção endotelial pode ser caracterizada pelo aumento na expressão e liberação de moléculas de adesão, entre elas, a selectina endotelial (E-selectina), a molécula de adesão intercelular 1 (ICAM-1) e a molécula de adesão vascular 1 (VCAM-1). Essas moléculas são liberadas em resposta a estímulos de citocinas inflamatórias, de lipopolissacarídeos bacterianos ou de lipoproteínas de baixa densidade oxidadas (LDL-ox). Elas permitem a ligação célula-célula ou célula-matriz extracelular, levando à deposição de células espumosas no espaço subendotelial,8 e aumento da espessura da parede do vaso, com redução ou até mesmo completa obstrução do lúmen vascular.9
A determinação da função da endotelial consiste na análise de sua responsividade a estímulos vasodilatadores ou vasoconstritores, permitindo o avanço no entendimento do desenvolvimento e progressão da aterosclerose e possíveis alvos terapêuticos.2 Os métodos consistem em análises in vitro, como cultura de células endoteliais, e in vivo, como a dilatação mediada pelo fluxo (DMF), pletismografia por oclusão venosa (POV) ou dosagem de marcadores séricos. No entanto, nenhuma dessas técnicas atualmente é aplicada para diagnóstico clínico de disfunção endotelial, uma vez que elas são muito invasivas, caras ou difíceis de padronizar.1
A alteração da função endotelial precede as alterações ateroscleróticas morfológicas e pode contribuir para o desenvolvimento da lesão e das complicações clínicas finais. As doenças cardiovasculares (DCV) são as principais causas de morte natural no mundo, inclusive no Brasil. Dados recentes do DATASUS de 2014 apontaram que aproximadamente 30% dos registros de mortalidade nacional foram decorrentes de doenças cardiovasculares. Dessa forma, a pesquisa clínica, por meio das técnicas mencionadas acima, possibilita o melhor entendimento desse problema e permite que novas oportunidades de prevenção e tratamento surjam, diminuindo a morbimortalidade e gastos públicos. O amplo conhecimento das ferramentas de avaliação da função endotelial pelos profissionais da área da saúde possibilita o aprimoramento das mesmas, tornando possível a translação da pesquisa clínica para efetiva aplicação na clínica médica.
A seguir, técnicas de avaliação da função endotelial serão descritas de acordo com últimos achados da literatura.

Palavras-chave: Endotélio Vascular, Função endotelial, Aterosclerose, Vasodilatação.

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RELATOS DE CASO

Relato de Caso: Endocardite de Septo Interatrial Relacionada a Cateter Causada por Cândida Parapsilosis
Case Report: Catheter-Related Interatrial Septum Endocarditis Caused by Candida Parapsilosis

Gustavo Neves de Araújo, Felipe H. Valle, Douglas M. Freitas, Felipe Martins Lampa, Miguel Gus, Luis E. Rohde
International Journal of Cardiovascular Sciences. 2017;30(3):274-276

+   Introdução  
Pacientes com insuficiência renal crônica em estágio avançado sem fístula arteriovenosa maturada necessitam, frequentemente, de acesso venoso central para diálise. Mais de 15% dos pacientes que utilizam esses cateteres têm complicações como infecções, punção arterial, trombose e pneumotórax.1 A endocardite infecciosa (EI) é uma rara e grave complicação com alto índice de mortalidade. A endocardite do lado direito não é comum devido à baixa pressão hemodinâmica, mas pacientes com cateter venoso central apresentam maior risco.2 A abordagem terapêutica correta em casos em que não há envolvimento valvar ainda não está bem definida. Aqui relatamos um caso de endocardite do septo interatrial causada por cândida sp., relacionada ao uso prolongado de cateter.

Palavras-chave: Insuficiência Renal Crônica, Infecções Relacionadas com Cateteres, Endocardite Bacteriana, Candida.

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Cardiomiopatia de Takotsubo com Requisição de Oxigenação Extracorpórea por Membrana (ECMO) Após Cirurgia de Mixoma Atrial
Takotsubo Cardiomyopathy with Extracorporeal Membrane Oxygenation (ECMO) Requirement After Atrial Myxoma Surgery

Fernando Garagoli, Aníbal Arias, Vadim Kotowicz, Arturo Cagide, César Belziti
International Journal of Cardiovascular Sciences. 2017;30(3):277-280

+   Introdução  
A síndrome de Takotsubo é uma cardiomiopatia caracterizada por disfunção ventricular esquerda transitória. Essa condição é frequentemente descrita em mulheres na pós-menopausa, secundariamente a causas físicas ou emocionais.1 O comportamento clínico se parece com síndrome coronariana aguda. No entanto, a angiografia não mostra nenhuma doença obstrutiva das artérias coronárias epicárdicas.2
A síndrome é considerada como uma cardiomiopatia reversível.3 No entanto, pacientes com a cardiomiopatia de Takotsubo apresentam risco de complicações graves, como choque cardiogênico, taquicardia ventricular e trombo ventricular.4
A síndrome de Takotsubo tem sido descrita como uma possível complicação da cirurgia cardíaca.5 Relata-se um caso de síndrome de Takotsubo necessitando de ECMO para choque cardiogênico refratário. Este é o primeiro caso após cirurgia de mixoma atrial.

Palavras-chave: Cardiomiopatia de Takotsubo/cirurgia, Cardiomiopatia de Takotsubo/complicações, Oxigenação por Membrana Extracorpórea, Disfunção Ventricular Esquerda.

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