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ISSN (Impressa): 2359-4802 | ISSN (Online): 2359-5647




Edição: 29.5 - 11 Artigos


ARTIGOS ORIGINAIS

Angiotomografia de Coronárias e Proteína C Reativa na Avaliação da Doença Arterial Coronariana
Coronary Computed Tomography Angiography and C-Reactive Protein in the Evaluation of Coronary Artery Disease

Fabíola Santos Gabriel, Marcos Antonio Almeida-Santos, Thiago Domingues Crespo Hirata, Mario Hiroyuke Hirata, Ibraim Masciarelli Francisco Pinto, Antônio Carlos Sobral Sousa, Flavia Bianca Suica Mota, Daniel Pio de Oliveira, Joselina Luzia Menezes Oliveira
Int J Cardiovasc Sci. 2016;29(5):338-347

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FUNDAMENTO: A doença arterial coronariana (DAC) constitui a principal causa de morte nos países desenvolvidos. No Brasil, gasta-se aproximadamente 1,74% do Produto Interno Bruto com doenças cardiovasculares. Testes de isquemia possuem baixa acurácia diagnóstica em indivíduos com risco intermediário de DAC e a angiotomografia computadorizada de múltiplos detectores (ATCMD) pode contribuir para esclarecer o diagnóstico desses pacientes, não obstante o custo deste procedimento que ainda é elevado para o nosso padrão. A proteína C reativa (PCR) eleva-se no caso de inflamação sistêmica e tem sido utilizada como marcador de DAC.
OBJETIVO: Avaliar a correlação da PCR com a presença de placas ateroscleróticas identificadas pela angiotomografia.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo de corte transversal, no qual foram incluídos 118 pacientes com risco intermediário para DAC, que realizaram ATCMD das artérias coronárias e dosagem de PCR de setembro de 2011 a janeiro de 2013 em um hospital de referência cardiológica.
RESULTADOS: Cerca de 55% da amostra foi representada pelo gênero masculino. A DAC, HAS e obesidade foram identificadas em 68,6%, 76,3% e 31,8% dos indivíduos, respectivamente. Observou-se que os pacientes com concentrações elevadas de PCR tiveram uma chance 2,9 maior de apresentarem DAC diagnosticada por ATCMD (p = 0,016).
CONCLUSÃO: Indivíduos com PCR alterada têm maior chance de apresentarem DAC diagnosticada à ATCMD e possuem valores de PCR mais elevados que pacientes sem DAC. A PCR, junto a outros fatores de risco, pode representar um elemento preditivo relevante para o diagnóstico de DAC na ATCMD, ou em situações quando a realização da ATCMD não é possível. (Int J Cardiovasc Sci. 2016;29(5):338-347)


Palavras-chave: Doença da Artéria Coronariana / mortalidade, Tomografia Computadorizada Multidetectores / métodos, Aterosclerose, Trombose, Proteína C Reativa.

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Valores de LDL-Colesterol Estimados pela Equação de Friedewald são Afetados pelo Controle do Diabetes
Low-Density Lipoprotein Values Estimated by Friedewald Equation are Affected by Diabetes Control

Pedro Lima Vieira, Gustavo Neves Araújo, Guilherme Heyden Telo, Luis Felipe Silva Smidt, Mariana Ferreira Jost, Mariana Vargas Furtado, Emilio Hideyuki Moriguchi, Carisi Anne Polanczyk
Int J Cardiovasc Sci. 2016;29(5):348-354

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FUNDAMENTO: A equação de Friedewald (EF) é amplamente utilizada para estimar o LDL-c sem utilizar ultracentrifugação. Entretanto, a equação tem limitações em determinados cenários clínicos.
OBJETIVO: O nosso objetivo era investigar a possível importância das diferenças entre a EF e a medição direta de LDL-c em pacientes com diabetes.
MÉTODOS: Realizamos um estudo transversal entre 466 pacientes com doença coronária estável. Colesterol total, triglicérides, HDL-c e LDL-c foram coletados, e a EF foi calculada. A acurácia foi calculada como percentagem de estimativas dentro de 30% (P30) do LDL medido. O viés foi calculado como a diferença média entre o LDL-c medido e o estimado. A concordância entre os métodos foi avaliada utilizando gráficos de Bland-Altman.
RESULTADOS: O viés foi de 3,7 (p=0,005) e 1,1 mg/dl (p=0,248), e a acurácia foi de 86% e 93% em pacientes diabéticos e não-diabéticos, respectivamente. Entre os pacientes com diabetes, o viés foi de 5 mg/dl (p=0,016) e 1,93 mg/dl (p=0,179), e a acurácia foi de 83% e 88% em indivíduos com hemoglobina A1c superior a 8 mg/dl versus abaixo do ponto de corte, respectivamente. O viés foi similar em pacientes sem diabetes comparados com pacientes com diabetes e HbA1C < 8 (1,1 e 1,93 mg/dl).
CONCLUSÃO: A EF é imprecisa entre indivíduos gerais com diabetes. Porém, ao estratificar pacientes com diabetes em bom e mau controle da doença, o primeiro grupo se comporta como se não tivesse diabetes, com uma boa correlação entre o LDL-c calculado e o mensurado. É importante saber quando é razoável usar a EF, porque uma estimativa imprecisa dos níveis de LDL-c pode resultar no subtratamento da dislipidemia e predispor estes pacientes a eventos agudos. (Int J Cardiovasc Sci. 2016;29(5):348-354)


Palavras-chave: Hipercolesterolemia, LDL-Colesterol/sangue, VLDL-Colesterol/sangue, Matemática, Diabetes Mellitus.

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Status do Zinco e sua Relação com Biomarcadores de Risco Cardiovascular
Zinc Status of and its Association to Cardiovascular Risk Biomarkers

Camila Maria Simplicio Revoredo, Heila Dias de Sousa Pinho Aguiar, Sueli Maria Teixeira Lima, Elise Sousa Saffnauer, Kaluce Gonçalves de Sousa Almondes, Aldenora Oliveira do Nascimento Holanda, Camila Guedes Borges de Araújo, Nadir do Nascimento Nogueira, Dilina do Nascimento Marreiro
Int J Cardiovasc Sci. 2016;29(5):355-361

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FUNDAMENTO: A ação antioxidante de alguns nutrientes é importante na proteção vascular. O zinco, em particular, tem sido associado a um risco reduzido de aterosclerose, acidente vascular cerebral e trombose.
OBJETIVO: O estudo avaliou o status do zinco e sua relação com biomarcadores de risco cardiovascular em adultos saudáveis.
MÉTODOS: Estudo transversal com 186 estudantes universitários de ambos os sexos, com idades entre 20 e 30 anos, selecionados através de amostra por conveniência. As medições dos biomarcadores de risco cardiovascular incluíram o perfil lipídico, o índice de Castelli I e II e circunferência da cintura. O zinco dietético foi avaliado por registro alimentar de três dias utilizando o programa NutWin versão 1.6.0.7. As concentrações plasmáticas e de eritrócitos do mineral foram determinadas por espectrofotometria de absorção atômica com chama. O perfil lipídico foi determinado pelo método enzimático colorimétrico.
RESULTADOS: Os valores médios do consumo de zinco estavam superiores à NME (Necessidade Média Estimada) em ambos os sexos. Os participantes apresentaram concentrações médias de zinco no plasma e eritrócitos inferiores aos pontos de corte. Os valores médios do perfil lipídico, índice de Castelli I e II, e circunferência da cintura estavam adequados. Houve correlação negativa entre o zinco dietético e colesterol total e triglicérides.
CONCLUSÕES: Os participantes têm uma ingestão elevada de zinco e apresentam concentrações plasmáticas e eritrocitárias reduzidas do mineral. Além disso, esse estudo revelou uma associação negativa entre a ingestão de zinco dietético e o colesterol total e triglicérides, biomarcadores do risco cardiovascular, sugerindo a importância do zinco na proteção contra doenças cardiovasculares. (Int J Cardiovasc Sci. 2016;29(5):355-361)


Palavras-chave: Doenças Cardiovasculares / mortalidade, Biomarcadores, Antioxidantes, Adulto.

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Alterações Cardiometabólicas em Ratos Wistar Alimentados com Dieta Hiperlipídica e Hipercolesterolêmica por Seis Semanas
Cardiometabolic Alterations in Wistar Rats on a Six-Week Hyperlipidic, Hypercholesterolemic Diet

Danilo Roberto Xavier de Oliveira Crege, Alexandre Marcucci Miotto, Filipy Borghi, Valéria Wolf-Nunes, Dora Maria Grassi Kassisse
Int J Cardiovasc Sci. 2016;29(5):362-369

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FUNDAMENTO: Alta ingestão de lipídeos e colesterol compõe a dieta da sociedade moderna e está envolvida com o desenvolvimento de doenças cardiometabólicas. Entretanto, há lacunas na literatura quanto à existência de modelos de dislipidemias em ratos Wistar.
OBJETIVOS: Analisar o perfil cardiometabólico de ratos Wistar alimentados com dieta hiperlipídica e hipercolesterolêmica por seis semanas.
MÉTODOS: Ratos Wistar jovens foram alimentados com dieta hiperlipídica e hipercolesterolêmica por seis semanas para induzir a hiperlipidemia. Os ratos foram submetidos à cateterização da artéria carótida para determinar a pressão arterial. Após jejum, amostras de sangue foram coletadas por meio do cateter, e as concentrações de colesterol total, colesterol HDL, triglicerídeos e glicose foram determinadas. Amostras do tecido cardíaco foram removidas para análise histológica, a fim de se verificar a hipertrofia ventricular.
RESULTADOS: A ingestão da dieta por seis semanas foi eficaz em induzir alterações cardiometabólicas. O perfil dislipidêmico apresentado pelos ratos Wistar foi acompanhado de hiperinsulinemia, hipertensão moderada e hipertrofia ventricular do coração. Não houve alterações na glicemia.
CONCLUSÕES: A administração de dieta hiperlipídica e hipercolesterolêmica em ratos Wistar jovens por seis semanas induziram alterações cardiometabólicas tornando-se um modelo eficaz para distúrbios dessa natureza. (Int J Cardiovasc Sci. 2016;29(5):362-369)


Palavras-chave: Ratos, Dieta Hiperlipídica, Restrição Calórica, Hipercolesterolemia, Hipertensão, Hipertrofia Ventricular Esquerda.

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Razão entre Duração Máxima e Mínima da Onda P (Pmax/Pmin): um Novo Preditor Eletrocardiográfico para Fibrilação Atrial em Pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnível do Segmento ST
Ratio between Maximum and Minimum P Wave Duration (MaxPWD/MinPWD Ratio): a New Electrocardiographic Predictor for Atrial Fibrillation in Patients with ST-Elevation Acute Myocardial Infarction

Yaniel Castro-Torres, Raimundo Carmona-Puerta, Elibet Chávez-González
Int J Cardiovasc Sci. 2016;29(5):370-377

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FUNDAMENTO: Existem marcadores eletrocardiográficos para predição de fibrilação atrial (FA) na prática clínica, mas não há consenso sobre sua real utilidade. O desenvolvimento de novos marcadores pode ser uma alternativa para melhorar a predição de FA. Este estudo tem o objetivo de demonstrar a utilidade da razão entre a duração máxima e a mínima da onda P (Pmax/Pmin) na predição de FA em pacientes com infarto agudo do miocárdio com supradesnível do segmento ST (IAMCS).
OBJETIVO: Este estudo tem o objetivo de demonstrar a utilidade da razão entre a duração máxima e a mínima da onda P (Pmax/Pmin) na predição de FA em pacientes com infarto agudo do miocárdio com supradesnível do segmento ST (IAMCS).
MÉTODOS: Nós estudamos retrospectivamente 108 pacientes com IAMCS admitidos no Hospital Celestino Hernández Robau entre janeiro de 2012 a julho de 2014. Foram calculadas a dispersão da onda P e a razão Pmax/Pmin em pacientes com FA. A sensibilidade e a especificidade da razão Pmax/Pmin para predição de AF foi determinada. A associação entre os valores de glicemia e a razão Pmax/Pmin foi avaliada por correlação linear de Pearson.
RESULTADOS: A dispersão da onda P e razão Pmax / Pmin foram maiores nos pacientes com FA que em pacientes sem FA (46,2 ms ± 8,9 ms vs. 38,7 ms ± 9,8 ms; p = 0,019) e (1,89 ± 0,37 vs. 1,65 ± 0,24, p = 0,003). A área sob a curva ROC para o razão Pmax/Pmin foi 0,755; IC 95%: 0,633-0,876; p = 0,006. Existe uma correlação direta entre os valores de glicemia e a razão Pmax/ Pmin em pacientes com FA (r = 0,765; p = 0,016), mas não em pacientes sem FA (R = 0,076; p = 0,474).
CONCLUSÃO: A razão Pmax/Pmin é útil para identificar pacientes em risco de FA durante IAMCS. Há uma associação entre os valores de glicemia e a razão Pmax/Pmin. (Int J Cardiovasc Sci. 2016;29(5):370-377)


Palavras-chave: Fibrilação Atrial/fisiopatologia, Eletrocardiografia, Infarto Miocárdio, Índice Glicêmico, Onda p.

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Fatores de Risco Cardiovasculares em Lesões Coronarianas Críticas: Mito ou Realidade?
Cardiovascular Risk Factors in Critical Coronary Lesions: Myth or Reality?

Fernando Augusto Alves da Costa, Cibele Emilia Torres Clemente, Fernando Henrique Ueno, André Renzi Motta
Int J Cardiovasc Sci. 2016;29(5):378-384

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FUNDAMENTO: A doença cardiovascular (DCV) é responsável pelos maiores índices de morbimortalidade em todo o mundo, sendo o infarto agudo do miocárdio (IAM) e acidente isquêmico cerebral, suas principais manifestações. Os fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento da doença são amplamente conhecidos, porém resta a dúvida se maior quantidade de fatores de risco explica doenças mais graves ou o impacto isolado de um fator de risco poderia também ser determinante nos pacientes.
OBJETIVO: O estudo correlaciona os fatores de risco para doença arterial coronariana (DAC) em indivíduos submetidos à angioplastia e/ou revascularização miocárdica (RM) devido a lesões coronarianas críticas, esclarecendo o papel dos fatores de risco clássicos para DCV, e também analisa se a condição gênero, estado marital e nível de escolaridade estariam relacionados com maior presença desses fatores de risco.
MÉTODOS: Foram aplicados questionários de fatores de risco para DCV em pacientes do departamento de Hemodinâmica e Cirurgia Cardíaca do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, na cidade de São Paulo, Brasil, seguida de análise estatística dos dados.
RESULTADOS: Em nossa amostra de pacientes a maioria apresentou dois fatores de risco para DCV, sendo hipertensão arterial, dislipidemia e diabetes mellitus os mais prevalentes nesta população.
CONCLUSÃO: Confirmou-se o papel dos fatores clássicos de risco na DCV como não sendo mito e sim realidade, principalmente quando pacientes com menor número de fatores apresentaram situações obstrutivas semelhantes aos dos pacientes com maior número fatores de risco presente.(Int J Cardiovasc Sci. 2016;29(5):378-384)


Palavras-chave: Doenças Cardiovasculares, Infarto do Miocárdio / cirurgia, Fatores de Risco, Revascularização do Miocárdio.

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Risco Cirúrgico e Funcionalidade em Pacientes Submetidos à Cirurgia Cardíaca
Surgical Risk and Functionality in Patients Undergoing Heart Surgery

André Luiz Lisboa Cordeiro, Alina Ávila Oliveira Ribeiro Brito, Isabela Carvalho, Jessielle Oliveira, André Raimundo Guimarães, Thiago Melo de Araújo, Giulliano Gardenghi
Int J Cardiovasc Sci. 2016;29(5):385-389

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FUNDAMENTO: A cirurgia cardíaca pode levar a um declínio da função pulmonar e periférica. O EuroSCORE avalia o risco da cirurgia cardíaca, e a mensuração da independência funcional verifica a capacidade para desempenhar atividades funcionais.
OBJETIVO: Identificar a correlação entre uma escala de risco cardíaco e a funcionalidade de pacientes submetidos à cirurgia cardíaca.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal prospectivo, realizado com pacientes submetidos à avaliação da funcionalidade no período pré-operatório, por meio da mensuração da independência funcional e de avaliação pelo EuroSCORE, afim de estabelecer o nível de risco para a cirurgia cardíaca. Após o procedimento cirúrgico, no primeiro dia após alta da unidade de terapia intensiva, a mensuração da independência funcional foi reavaliada e comparada com o valor inicial.
RESULTADOS: Incluímos 52 pacientes (55,8% homens) com média de idade de 56,9 ± 14,2 anos. A média da mensuração da independência funcional pré-operatória foi de 125,4 e a pós-operatória 106,78. Foi aplicado o teste t, que mostrou redução significativa entre os períodos analisados, com o valor de p = 0,000. Ao correlacionar os valores da mensuração da independência funcional pós-operatória com o risco cardíaco, observou-se relação importante, sendo p = 0,006 e r = -0.37.
CONCLUSÃO: Uma avaliação pré-operatória demonstrando um maior risco cardíaco tem impacto negativo sobre a funcionalidade de pacientes submetidos à cirurgia cardíaca. (Int J Cardiovasc Sci. 2016;29(5):385-389)


Palavras-chave: Infarto do Miocárdio / cirurgia, Cirurgia Torácica, Procedimentos Cirúrgicos Cardíacos, Risco, Fisioterapia.

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ARTIGOS DE REVISÃO

Teste Cardiopulmonar de Exercício na Hipertensão Pulmonar
Cardiopulmonary Exercise Testing in Pulmonary Hypertension

Carlos Alberto Cordeiro Hossri, Romulo Leal Almeida, Felipe Rodrigues da Costa Teixeira, Glauber Luasse Osima, Luiz Eduardo Mastrocola
Int J Cardiovasc Sci. 2016;29(5):390-395

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O teste cardiopulmonar de exercício (TCPE) é um exame complementar que fornece importantes dados sobre a real capacidade funcional e respostas do metabolismo, ventilação e trocas gasosas do paciente. Deste modo, o TCPE permite classificar a aptidão cardiorrespiratória de um indivíduo e identificar distúrbios que limitam a continuidade do exercício, através da análise de diversas variáveis extraídas deste método propedêutico diagnóstico e prognóstico. Neste sentido, situações relativamente comuns mas pouco identificadas na prática clínica, como a hipertensão pulmonar (HP), podem ser melhor abordadas, avaliadas e mensuradas. Assim, a análise de gases expirados através do TCPE pode proporcionar melhor gerenciamento da HP, classificando a capacidade aeróbica e a resposta ventilatória e de troca gasosa nos pacientes com tal distúrbio vascular pulmonar.


Palavras-chave: Hipertensão Pulmonar / fisiopatologia, Testes de Função Respiratória, Exercícios Respiratórios, Teste de Esforço.

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Semiologia Cardiovascular: As Personalidades por Detrás dos Epônimos
Cardiovascular Semiotics: The Personalities Behind the Eponyms

Renata Gudergues Pereira de Almeida, Juliana dos Santos Macaciel, Érico Araújo Reis Santos, Thiago Calvet Cavalcanti Garcia, Anastacia Midori Hashimoto, Cláudio Tinoco Mesquita
Int J Cardiovasc Sci. 2016;29(5):396-406

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Desde seus primórdios, a medicina sempre se baseou na observação de sinais e achados específicos de pacientes doentes. A semiologia é, portanto, um estudo milenar. A semiologia cardíaca, apesar de mais recente, é mais complexa no seu aprendizado devido à dificuldade na interpretação dos achados auscultatórios. Austin Flint, Rivero Carvallo, Antonio Valsalva e Adolf Kussmaul foram alguns dos diversos médicos que se dedicaram ao estudo acadêmico da semiologia cardíaca e se eternizaram na área médica através de epônimos na cardiologia. Uma seleção dos principais e mais icônicos epônimos em cardiologia se faz necessária para complementar e destacar a importância do conhecimento do exame físico cardiovascular à beira do leito e a interpretação de seus possíveis achados, principalmente em uma era da medicina envolvida com tantas inovações tecnológicas na área de imagem. O objetivo deste artigo de revisão é abordar aspectos históricos de epônimos cardiológicos selecionados e a importância desses epônimos na prática médica atual, especialmente para aqueles em treinamento que desejam se aprofundar no estudo da semiotécnica cardiovascular.


Palavras-chave: Anamnese, Exame Físico, Técnicas de Diagnóstico Cardiovascular, Epônimos.

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RELATOS DE CASO
Envolvimento do Ventrículo Esquerdo na Displasia Arritmogênica do Ventrículo Direito
Left Ventricular Involvement in Arrhythmogenic Dysplasia of the Right Ventricle

Karine Betzel Reetz, Marcelo Nacif, Eduardo Nani Silva, Wolney Martins, Humberto Villacorta Junior
Int J Cardiovasc Sci. 2016;29(5):407-411
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Displasia arritmogênica do ventrículo direito (DAVD) é uma doença rara e hereditária que afeta predominantemente o ventrículo direito (VD) e predispõe a arritmias ventriculares e aumento no risco de morte súbita.¹,² A prevalência estimada da doença na população em geral é de 1 em 1000 a 1 em 5000 pessoas.¹ Responde por 3% a 10% das mortes súbitas relatadas em pacientes com menos de 65 anos.² Originalmente, foi descrita como cardiopatia que afeta apenas o ventrículo direito, porém, hoje é sabido que há evidência clínica e patológica que o ventrículo esquerdo (VE) pode ser também afetado.1-3 O acometimento do VE depende da mutação genética presente e pode ocorrer em fases precoces da doença.1sup> A patologia marca da DAVD é a perda do miócito com substituição fibrogordurosa.¹ Defeitos genéticos em proteínas do complexo desmossomal podem prejudicar o acoplamento mecânico entre células individuais, levando ao desacoplamento dos miócitos, especialmente em condições que aumentam a tensão no miocárdio¹. Como consequência, há um rompimento nas junções e adesões entre essas células, levando à inflamação, fibrose e substituição de miocárdio por depósito de gordura.¹ Este substrato resulta no desenvolvimento de uma cicatriz heterogênea complexa, o que aumenta a susceptibilidade à arritmia ventricular.4,5


Palavras-chave: Displasia Arritmogênica Ventricular Direita, Arritmias Cardíacas, Síncope, Disfunção do Ventrículo Direito, Hereditariedade, Morte Súbita.

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Eritropoetina Recombinante Humana na Anemia Hemolítica em Paciente com Valva Mecânica
Recombinant Human Erythropoietin in Hemolytic Anemia in a Patient With Mechanical Heart Valve

Caio de Almeida Monteiro, Luís Otávio Cardoso Mocarzel, Pedro Gemal Lanzieri, Henrique Camargo de Carvalho, Karina Agrizzi Verediano, Washington Luiz Batista da Costa
Int J Cardiovasc Sci. 2016;29(5):412-416

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A história da cirurgia de troca valvar teve início há mais de um século, quando Doyen, em 1913, realizou o primeiro reparo cirúrgico em uma valva pulmonar estenosada. Apesar de toda tecnologia e esforços implantados nos últimos anos, ainda não há um substituto valvar ideal.1 A incidência de complicações graves em pacientes com próteses valvares cardíacas é de cerca de 3% ao ano.2 As principais complicações incluem embolia, sangramento, trombose da valva mecânica, crescimento de tecido fibroso, regurgitação paravalvar, deterioração estrutural, endocardite infecciosa, incompatibilidade prótese-paciente e anemia hemolítica. Especificamente sobre as complicações hematológicas, a ocorrência de hemólise após troca valvar varia entre 5 a 15% dos pacientes3 e pode levar à reoperação em até 19% dos casos.4 O principal mecanismo da hemólise após a troca valvar é mecânico, não imune, e a terapia padrão, nestes casos, é o suporte por meio do uso de ferro oral, ácido fólico e hemotransfusão. Em alguns pacientes, a hemólise recorrente e refratária ao tratamento de suporte pode ser uma indicação para troca valvar.3 No entanto, com o envelhecimento populacional, tem crescido o número de pacientes com alto risco para cirurgia de troca valvar. Deste modo, faz-se importante o desenvolvimento de novas terapias paliativas para estes indivíduos.5


Palavras-chave: Insuficiência Cardíaca, Próteses Valvulares Cardíacas, Valva Aórtica, Valva Mitral, Anemia Hemolítica, Eritropoetina.

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