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ISSN (Impressa): 2359-4802 | ISSN (Online): 2359-5647




Edição: 27.3 - 11 Artigo(s)


ARTIGO ORIGINAL

Indicação de revascularização miocárdica em pacientes dialíticos
Indication myocardial revascularization in dialysis patients

Andréa Bezerra de Melo da Silveira Lordsleem; Brivaldo Markman Filho; Ana Paula Santana Gueiros; Jose Edevanilson Barros Gueiros; Fernando Ribeiro de Moraes Neto
Rev Bras Cardiol. 2014;27(3):147-157

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FUNDAMENTOS: Pacientes dialíticos apresentam alto risco aterosclerótico, sendo previsto aumento nas indicações de revascularização miocárdica (RM) nesse grupo.
OBJETIVOS: Avaliar características clínicas, laboratoriais, ecoDopplercardiográficas e cineangiocoronariográficas de pacientes dialíticos e do subgrupo com indicação de RM.
MÉTODOS: Foram analisados 94 pacientes dialíticos submetidos à cineangiocoronariografia, estratificados em dois grupos: com e sem doença coronariana (DAC).
RESULTADOS: 94 pacientes, 57,4 % homens, média de idade 53,9±10,1 anos, 95,7 % hemodialíticos, mediana do tempo diálise 60,0 meses. Ao ecoDopplercardiograma a fração de ejeção média foi 61,07±12,06 % (n=84); função diastólica normal em 16,9 %, tipo I em 63,9 %, tipo II em 12,0 % e tipo III em 7,2 %. A população estudada foi estratificada em dois grupos: com DAC (n=47) e sem DAC (n=47). No grupo com DAC, 27,7 % eram triarteriais, 12,8 % uniarteriais e 9,6 % biarteriais, sendo mais frequente: DAC prévia (17,0 % vs. 2,1 %; p=0,003), calcificação parietal à cineangiocoronariografia (76,6 % vs. 10,6 %; p<0,001) e uso prévio de betabloqueadores (55,3 % vs. 27,7 %; p=0,007). Nos pacientes não diabéticos, aqueles com disfunção diastólica tiveram quatro vezes mais chance de coronariopatia (OR 4,26 IC 1,03-23,55; p=0,048). Houve elevada indicação de RM nos coronariopatas (61,7 %), com indicação cirúrgica em 51,7 % dos revascularizáveis.
CONCLUSÕES: DAC prévia, calcificação parietal na cineangiocoronariografia e uso prévio de betabloqueadores foram mais frequentes nos coronariopatas. Disfunção diastólica ao ecoDopplercardiograma foi o único preditor independente para DAC em pacientes dialíticos. Indicação de RM foi elevada nos coronariopatas.


Palavras-chave: Doença das coronárias; Insuficiência renal crônica; Ecocardiografia; Revascularização miocárdica

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Variabilidade da frequência cardíaca durante a utilização de espirômetros de incentivo
Heart rate variability while using incentive spirometers

Floripes Alves Lacerda; Sara Alexandra Garro; Stephanie Grayce de Aguiar; Bruno Porto Pessoa; Pedro Henrique Scheidt Figueiredo; Gisele do Carmo Leite Machado Diniz
Rev Bras Cardiol. 2014;27(3):158-164

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FUNDAMENTOS: Devido à influência da respiração sobre o sistema autonômico, alguns estudos têm avaliado a variabilidade da frequência cardíaca (VFC) durante a realização de técnicas utilizadas pela fisioterapia respiratória.
OBJETIVOS: Avaliar e comparar os efeitos da execução da espirometria de incentivo (EI) a fluxo e a volume na VFC de indivíduos saudáveis.
MÉTODOS: Estudo prospectivo cruzado, com 33 voluntários (25,88±4,65 anos). Os indivíduos realizaram EI a fluxo e a volume de forma randomizada. A VFC foi registrada em um único dia durante cinco momentos: repouso inicial, primeiro EI, repouso, segundo EI e repouso final, com duração de 5 minutos cada um. Foram analisadas as variáveis pNN50 e rMSSD. A comparação entre os efeitos da EI a fluxo e a volume na VFC foi realizada pelo ANOVA two way, seguida da análise post hoc pelo teste de Tukey, quando necessário. As diferenças foram consideradas significativas quando p<0,05.
RESULTADOS: O pNN50 aumentou significativamente durante ambos EI quando comparado aos seus respectivos tempo de repouso inicial (fluxo: 8,11±7,31 % vs. 13,12±7,15 % p<0,001; volume: 7,12±5,39 % vs. 13,44±6,79 %, p<0,001). O mesmo ocorreu com o índice rMSSD (fluxo: 36,56±19,34 ms vs. 50,91±20,48 ms, p<0,001; volume: 34,93±13,48 ms vs. 50,75±18,93 ms, p<0,001). Entretanto, não houve diferenças significativas entre os tipos de EI.
CONCLUSÃO: A realização da EI ocasiona aumento da modulação vagal de indivíduos saudáveis, que ocorre de forma similar nos dispositivos a fluxo e a volume.


Palavras-chave: Modalidades de fisioterapia; Exercícios respiratórios; Sistema nervoso autônomo

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Análise das variáveis hemodinâmicas em idosos revascularizados após mobilização precoce no leito
Analysis of hemodynamic variables among elderly revascularized patients after early in-bed mobilization

Klebson da Silva Almeida; André Filipe Morais Pinto Novo; Saul Rassy Carneiro; Larissa Nazaré Queiroz de Araújo
Rev Bras Cardiol. 2014;27(3):165-171

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FUNDAMENTOS: Durante o pós-operatório da cirurgia de revascularização do miocárdio (CRM), o repouso prolongado no leito aumenta a possibilidade de ocorrer complicações sistêmicas decorrentes do imobilismo.
OBJETIVO: Verificar o comportamento das variáveis hemodinâmicas e no pico de fluxo expiratório (peack flow) em pacientes idosos, em pós-operatório de CRM submetidos a três tipos diferentes de intervenção fisioterapêutica.
MÉTODOS: Estudados 30 idosos estratificados em três grupos: Grupo A - mobilização com cicloergômetro; Grupo B - mobilização sem uso do cicloergômetro, mas com fisioterapia e Grupo C - sem qualquer mobilização, mas com ventilação não invasiva (VNI), sendo analisados o comportamento da frequência cardíaca (FC), frequência respiratória (FR), pressão arterial (PA), saturação periférica de oxigênio (SpO2) e pico de fluxo expiratório (peack flow). Para a variação dos resultados intragrupos, nas fases pré e pós-teste utilizou-se o teste de Wilcoxon; para a comparação intergrupos nas fases pré e pós-teste utilizou-se o teste de Kruskal-Wallis. Considerou-se significância estatística p<0,05.
RESULTADOS: Observou-se aumento significativo para os valores peack flow em todos os grupos (pré e pós-teste); redução significativa da PAS no grupo A, aumento da FC e da FR no grupo B (pré e pós-teste). Na análise intergrupos, observou-se redução da PAD no grupo C, com significado estatístico.
CONCLUSÕES: As variáveis hemodinâmicas se comportaram dentro do esperado, evidenciando que o exercício físico é seguro em pacientes idosos revascularizados no ambiente de cuidados intensivos. Devem ser tomados cuidados quanto ao uso de pressões positivas na VNI, por suas implicação com o débito cardíaco e, consequentemente com a PAD.


Palavras-chave: Exercícios respiratórios; Cicloergômetro; Idoso; Revascularização miocárdica

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Efeito de um programa regular de exercício físico sobre a proteína C-reativa de indivíduos com risco de doenças cardiovasculares
Effect of a regular aerobic exercise program on C-reactive protein among people at risk for cardiovascular disease

Patrícia Alcântara Doval de Carvalho Viana; Jefferson Petto; Alan Carlos Nery dos Santos; Marcos Machado Barojas; Francisco Tiago Oliveira de Oliveira; Luis Cláudio Lemos Correia
Rev Bras Cardiol. 2014;27(3):172-179

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FUNDAMENTOS: Estudos observacionais sugerem que exercício físico possui efeito anti-inflamatório, no entanto essa hipótese não está definitivamente confirmada por ensaios clínicos randomizados.
OBJETIVO: Verificar o efeito da atividade física aeróbica sobre o processo inflamatório sistêmico em indivíduos com risco cardiovascular.
MÉTODOS: Ensaio clínico randomizado, em que foram incluídos indivíduos sedentários, com pelo menos dois fatores de risco para doença coronariana ou doença cardiovascular estabelecida. Os voluntários foram randomizados para três meses de treinamento aeróbico supervisionado (grupo-treino) ou apenas aconselhamento quando a hábitos de vida saudáveis (grupo-controle). Proteína C-reativa (PCR) foi mensurada por método de alta sensibilidade antes e após a intervenção.
RESULTADOS: Avaliados 68 indivíduos. Os grupos treino e controle apresentaram características basais semelhantes. Houve melhora da capacidade funcional apenas nos pacientes do grupo-treino. Observou-se aumento de PCR após três meses no grupo-controle, cuja mediana evoluiu de 2,2 mg/L (IIQ =1,0 mg/L - 4,3 mg/L) para 3,2 mg/L (IIQ =2,4 mg/L - 5,5 mg/L), p=0,006. Esse fenômeno não foi observado no grupo-treino, que apresentou mediana basal de 1,7 mg/L (IIQ =0,97 mg/L - 4,8 mg/L), estatisticamente semelhante ao valor final de 2,5 mg/L (1,0 mg/L - 4,7 mg/L), p=0,46. Quando a variação percentual da PCR foi comparada entre os grupos, houve maior incremento no grupo-controle (+58,0 %; IIQ =11,0 % - 151,0 %), comparado ao grupo-treino (+17,0 %; IIQ =-36,0 % - 79,0 %), p intergrupo=0,046.
CONCLUSÃO: Programa de exercício físico aeróbico parece atenuar a elevação da PCR em indivíduos com risco cardiovascular.


Palavras-chave: Proteína C-reativa; Medicina Física e Reabilitação; Doença da Artéria Coronariana

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Síndrome metabólica em pacientes atendidos em programa de reabilitação cardíaca
Metabolic syndrome among patients enrolled in a cardiac rehabilitation program

Clarissa dos Santos Povill Quirino; Raquel Veloso de Albuquerque Maranhão; Denise Tavares Giannini
Rev Bras Cardiol. 2014;27(3):180-188

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FUNDAMENTOS: Síndrome metabólica (SM) constitui importante fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e, quando associada às cardiopatias, torna-se responsável por alto e crescente número de mortalidade.
OBJETIVO: Estimar a frequência de SM em cardiopatas do Programa de Reabilitação Cardíaca de hospital universitário do Rio de Janeiro.
MÉTODOS: Estudo transversal, descritivo, com participantes do programa de Reabilitação Cardíaca, a partir de avaliação antropométrica e laboratorial, utilizando-se para diagnóstico de SM os critérios da International Diabetes Federation, 2005.
RESULTADOS: Foram avaliados 40 indivíduos, 26 homens e 14 mulheres, com média de idade 61,1±8,4 anos. De acordo com o índice de massa corporal, 77,5 % apresentavam sobrepeso e obesidade. Os valores médios de circunferência da cintura e relação cintura/altura encontravam-se, em ambos os sexos, superiores ao recomendado. A frequência de SM foi 83,0 %, sendo 77,0 % no sexo masculino e 93,0 % no sexo feminino. Entre os pacientes com diagnóstico de SM, as médias das medidas antropométricas foram significativamente maiores do que entre aqueles sem diagnóstico.
CONCLUSÕES: Verificou-se elevada frequência de SM nos pacientes submetidos ao programa de RC, alertando para a importância da implementação de ações terapêuticas que visem à reversão da SM em pacientes já cardiopatas.


Palavras-chave: Síndrome X metabólica; Doenças cardiovasculares; Reabilitação; Estado nutricional

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Anemia em pacientes com insuficiência cardíaca: fatores de risco para o seu desenvolvimento
Anemia in heart failure patients: development risk factors

Rovênia Maria Oliveira Ximenes; Antonio Carlos Pereira Barretto; Esther Pereira da Silva
Rev Bras Cardiol. 2014;27(3):189-194

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FUNDAMENTOS: A anemia é prevalente em pacientes com insuficiência cardíaca, porém são poucos os estudos que abordam os fatores de risco no contexto dessa doença.
OBJETIVO: Caracterizar os fatores de risco para a presença de anemia em pacientes com insuficiência cardíaca em âmbito hospitalar.
MÉTODOS: Estudo transversal com abordagem quantitativa realizado em um hospital universitário do município de João Pessoa, PB, a partir da coleta de dados em prontuários de internos com insuficiência cardíaca, nos anos de 2010-2012. Foram analisados fatores de risco (idade, escolaridade, renda familiar, peso, IMC, pressão arterial sistólica e diastólica e fração de ejeção do ventrículo esquerdo - FEVE), comparando os valores (média±DP) do grupo de pacientes com anemia com aqueles sem anemia.
RESULTADOS: A anemia esteve associada à idade mais elevada (p=0,0065), menor escolaridade (p=0,0284), menor peso (p=0,093), menor IMC (p=0,0149) e maior FEVE (p=0,0201).
CONCLUSÃO: Idade mais elevada, menor escolaridade, menor peso e IMC e maior FEVE são aspectos que merecem maior atenção pelos serviços de saúde especializados para prevenir a anemia em pacientes com insuficiência cardíaca.


Palavras-chave: Insuficiência cardíaca; Anemia; Fatores de risco

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Avaliação da adesão medicamentosa de pacientes idosos hipertensos em uso de polifarmácia
Evaluation of adherence to medication among elderly hypertensive patients treated through polypharmacy

Liliana Batista Vieira; Silvia Helena de Bortoli Cassiani
Rev Bras Cardiol. 2014;27(3):195-202

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FUNDAMENTOS: A polifarmácia e a não adesão medicamentosa podem gerar complicações para a saúde do idoso. Compreender os padrões de utilização de medicamentos é fundamental para garantir a segurança do paciente.
OBJETIVOS: Verificar o perfil de utilização de medicamentos em grupo de pacientes idosos, hipertensos, atendidos em Unidade Básica de Saúde e avaliar a adesão medicamentosa e o conhecimento desses idosos com relação ao tratamento medicamentoso prescrito.
MÉTODOS: Estudo transversal, descritivo, com 32 pacientes idosos hipertensos em uso de polifarmácia. Os medicamentos utilizados foram classificados de acordo com o sistema Anatomical Therapeutic Chemical. A adesão foi avaliada pelo teste de Morisky e Green e realizou-se o controle da pressão arterial.
RESULTADOS: A média de idade dos idosos foi 71,4±5,6 anos. Foram utilizados 8,0±2,3 tipos diferentes de medicamentos por dia e a classe mais utilizada foi a cardiovascular (50,2 %). Em relação à adesão, 81,2 % foram considerados "menos aderentes". O teste do conhecimento em relação ao tratamento prescrito apresentou pontuação média de 39,9±17,7 %. A média da pressão arterial sistólica foi 151,9±15,4 mmHg e da diastólica foi 78,9±10,1 mmHg.
CONCLUSÕES: O número de medicamentos utilizados pelos idosos foi alto, enquanto a adesão medicamentosa e o conhecimento com relação ao tratamento medicamentoso prescrito foram baixos. Considera-se importante o desenvolvimento de estudos de intervenções que possam auxiliar o uso correto dos medicamentos, minimizando os riscos da polifarmácia e melhorando a adesão.


Palavras-chave: Adesão à medicação; Idoso; Hipertensão; Polimedicação

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Indicadores antropométricos de obesidade em pacientes com infarto agudo do miocárdio
Anthropometric indicators of obesity among patients with acute myocardial infarction

Talita Ariane Amaro Lobato; Rosileide de Souza Torres; Aldair da Silva Guterres; Wanderson André Alves Mendes; Adrianne Pureza Maciel; Francy Correa Costa Santos; Shirlene Viana Leal; Ana Lúcia Silva Araújo Sato
Rev Bras Cardiol. 2014;27(3):203-212

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FUNDAMENTOS: A obesidade está associada ao aumento da mortalidade por inúmeras doenças crônicas, particularmente pelas doenças cardiovasculares, sendo portanto um dos fatores de risco para sua ocorrência. No Brasil, a obesidade é considerada fator de risco independente para a prevalência de infarto agudo do miocárdio.
OBJETIVO: Caracterizar a obesidade por meio de diferentes indicadores antropométricos em pacientes com infarto agudo do miocárdio.
MÉTODOS: Estudo transversal, com 34 pacientes adultos e idosos, de ambos os sexos, com infarto agudo do miocárdio, atendidos na Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna em Belém, PA, no período de março a junho 2013. Foram coletadas informações sociodemográficas referentes aos hábitos de vida, presença de comorbidades e indicadores antropométricos de obesidade.
RESULTADOS: Entre os indicadores antropométricos de obesidade total foram encontrados valores elevados para o índice de massa corporal e para a circunferência do pescoço. Entre os indicadores antropométricos de obesidade central, observou-se risco aumentado para o índice de conicidade, circunferência da cintura, razão cintura-estatura e razão cintura-quadril. Circunferência da cintura e razão cintura-estatura foram as medidas que mais se correlacionaram com as outras variáveis antropométricas.
CONCLUSÃO: A maior parte da população estudada apresenta alto risco de novos eventos cardiovasculares, principalmente em decorrência dos elevados indicadores antropométricos de obesidade, ressaltando-se a importância da antropometria que possibilita a detecção precoce da obesidade.


Palavras-chave: Infarto do miocárdio; Indicadores de morbi-mortalidade; Antropometria; Obesidade

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RELATO DE CASO

Amiloidose cardíaca isolada: relato de caso
Isolated cardiac amyloidosis: case report

Julia Vieira Oberger; Celso Nilo Didoné Filho; Luiz Augusto Garcia; Mariana Uliano Cordeiro
Rev Bras Cardiol. 2014;27(3):213-216

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Amiloidose cardíaca é causada por um depósito amiloide entre as fibras cardíacas que pode levar a distúrbio de condução, cardiomiopatia restritiva, baixo débito e comprometimento atrial isolado. Relata-se caso de paciente feminina, 66 anos que há três anos iniciou com perda de peso significativa (40,4 kg) evoluindo com edema de membros inferiores. Na investigação observou-se aumento cardíaco global, e o ecocardiograma evidenciou cardiopatia restritiva infiltrativa e derrame pericárdico. Pela alta suspeição clínica, solicitou-se ressonância magnética cardíaca que foi altamente sugestiva de amiloidose cardíaca. O diagnóstico definitivo se confirma pela biopsia endomiocárdica, porém a ressonância cardíaca é descrita como bom método diagnóstico com raros resultados falso-positivos.


Palavras-chave: Amiloidose; Cardiomiopatia restritiva; Derrame pericárdico

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ARTIGO DE REVISÃO

Teste ergométrico em portadores de dispositivos cardíacos eletrônicos implantáveis
Exercise testing in patients with cardiac implantable electronic devices

Carlos Alberto Cordeiro Hossri; Sandro Pinelli Felicioni; Uelra Rita Lourenço; Paulo Christo Coutinho da Silva; Enrique Indalécio Pachón; Susimeire Buglia; Luiz Eduardo Mastrocolla; Rica Dodo Buchler
Rev Bras Cardiol. 2014;27(3):217-227

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O número de pacientes com dispositivos eletrônicos vem crescendo substancialmente nos últimos anos. Marca-passos com inúmeras programações e desfibriladores com ou sem ressincronizadores, cada vez mais comuns, apresentam-se com traçados eletrocardiográficos confundidores. Assim, é necessária a compreensão de princípios básicos e técnicos pelos clínicos, além da integração entre estes e os eletrofisiologistas. O conhecimento de tais princípios básicos é fundamental na condução desses pacientes, de modo que o ergometrista deve estar ciente do tipo de dispositivo, programação, frequência mínima e máxima de comando, presença de desfibrilador, bem como suas frequências de terapias e desfibrilação. Assim, promover-se-á maior segurança durante provas funcionais (teste ergométrico e ergoespirométrico) e programas de treinamento físico. Este artigo de revisão tem por objetivo descrever diversos pontos de interesse na realização do teste ergométrico em portadores de dispositivos eletrônicos.


Palavras-chave: Desfibriladores implantáveis; Teste de esforço; Reabilitação; Terapia de ressincronização cardíaca; Marca-passo artificial

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PONTO DE VISTA

Gengivas saudáveis retardam a progressão de aterosclerose nas carótidas
Healthy gums slow the progression of carotid atherosclerosis

Allan Abuabara
Rev Bras Cardiol. 2014;27(3):228-230

+   Resumo  
Estudos têm associado a doença periodontal com a aterosclerose e as doenças cardiovasculares. Este trabalho apresenta resultados de importante estudo que evidencia essa relação. Esta é a primeira evidência que comprova que a melhora no periodonto, definido pelos aspectos clínicos e microbiológicos, está associada a menor progressão de aterosclerose das carótidas. O trabalho, uma coorte de base populacional, ressalta a importância de uma abordagem multidisciplinar para os pacientes, especialmente dos médicos e cirurgiões-dentistas, para a prevenção e controle das doenças cardiovasculares. Futuros estudos poderão mostrar que a saúde bucal pode ser um importante indicador prognóstico da saúde geral do paciente.


Palavras-chave: Doenças das Artérias Carótidas; Aterosclerose; Periodontite

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